segunda-feira, 22 de maio de 2017

O dia em que fui subestimado pelo cliente

Em meu início como empreendedor passei por uma situação interessante. Vamos lá, após lançar meu veículo, que é, ainda hoje, um portal de internet, na área de petróleo e gás, comecei a fazer contato com algumas empresas, buscando vender espaço no site. Após 3 meses de tentativas telefônicas, consegui agendar e, finalmente, teria a chance de ser recebido pelo cliente.                                                                                                                                                                                                                                              

Cheguei por volta de 5 da tarde, sendo acomodado numa ante-sala, a espera de ser ouvido. Três horas depois fui recebido. Entrei, sendo gentilmente convidado a me sentar. Apresentei-me, falei sobre meu veículo, e quando iniciava as tratativas para venda do meu peixe, o cliente começou a falar de suas conquistas no âmbito profissional.



Por, aproximadamente, uma hora e meia eu o ouvi falar sobre seus dias de gerente de plataforma de petróleo, com várias citações sobre o dia a dia das operações. Fiquei estasiado, pois teria ali um testemunho direto de um profissional que havia estado no comando operacional de um ambiente fruto de minhas inúmeras pesquisas. Após o período em questão, e pelo avançado da hora, ele me perguntou o objetivo final do encontro. Informei que meu interesse era vender uma cota de R$ 500,00, por um período de 3 meses. Recebi sua concordância, assinamos o contrato e finalizamos a conversa.

Já na saída, ao abrir meu carro, ele chega e me pergunta se poderia dar uma opinião. Disse que sim, e fui informado que ele me julgou um péssimo representante comercial. Ao indagá-lo do porque dessa afirmação ele me disse o seguinte: "você levou 3 meses para ser atendido, quase cinco horas para finalizar e cobrou um valor irrisório para tamanha perda de tempo". Como resposta lhe disse: "você está enganado. Consegui tudo que buscava sobre operação em plataforma de petróleo, e ainda ganhei
R$ 500,00 . Ele boquiaberto me olhou e disse que realmente estava enganado. Eu tinha conseguido envolvê-lo e retirado informações que ele dificilmente passaria. Sai com impressão de meta cumprida. O cliente em questão viria a se transformar num grande amigo, e sua empresa minha maior cliente por mais de 10 anos.

Naturalmente o que consegui foi fruto de pesquisa do ambiente petróleo e gás, perfil da empresa, e cenário atualizado do mercado. Somente de posse de informações atualizadas, numa situação de reunião de negócios, é que você pode intervir, e direcionar a conversa para sua zona de conforto. Durante a conversa não me coloquei como leigo, citando questões que o faziam abordar o que eu buscava com mais facilidade.

Hoje em dia não participo de qualquer reunião que seja, sem estar municiado com informações sobre o objeto do encontro.

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